Foi Amor!
Seja Qual For!
Eu escrevo sobre sentimentos.
Falo de amor.
Conto sobre fatos e devaneios.
Sonho as coisas mais loucas e vivo minha realidade bizarra.
Escrevo sobre sentimentos, sejam vividos ou sonhados, inventados ou imaginados, pois em meu coração e olhar não há barreira que separe o real do imaginário ou os sonhos dos mais terríveis pesadelos.
Dentro de mim levo a dor da desilusão e o doce sabor de uma paixão.
Talvez seja confusa, não perfeita.
Afinal, quem disse que queria ser?
Eu falo do vivido e do desejado.
Escrevo desde o primeiro olhar até a dor da perda.
Do primeiro toque até o ponto em que a distância das almas já não nos permite sentir-nos.
Do primeiro beijo até onde os lábios e olhares se desencontram e tudo perde o sentido.
Da energia que percorre-nos quando vemos a pessoa amada e da evasão de sentimentos que em um destino não tão distante se dá a cada vez que passamos por ela.
Escrevo desde as borboletas no estômago e o tentar agir naturalmente para não parecermos tolos completos e chamar a atenção da pessoa amada (apesar de que perto de quem amamos sempre agimos como tolos e o que mais queremos discretamente é chamar a atenção da mesma) até o momento em que o vento trás-nos o adeus.
Eu falo de amor.
Amor vivido, Amor sonhado, Amor recíproco, Amor desejado, Amor verdadeiro, Amor passageiro, Amor interesseiro, Amor cafajeste, Amor de luar, Amor de uma vida, Amor sem saída.
Eu falo de amor, seja qual for.
No final, é real.
No final, é amor, foi amor.
Não entendo como ou porquê da necessidade que sinto de falar tanto de amores, suas dores ou cores, de sempre bater nesta tecla...
"Como estou escrevendo na mesma hora em que sou lido?"
Conhece aquela frase: "Sou poeta e não aprendi a amar"? Bem, creio que ela se encaixa perfeitamente em mim.
"Fazer o que, se para falar de amor basta estar vivo?"
Tamiris Kichler

