Escritora do Blog

Minha foto
Sobre mim? Uma mistura de sonhos, sentimentos, emoções e confusões! Sonhadora, 17 anos, gaúcha, e perdidamente apaixonada pelo universo literário!

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Um Amor de Novela? Nem perto de descrever!





Um Amor de Novela? 
Nem perto de descrever!

Eu estava bem. Não, na verdade estava melhor do que já estive em toda a minha vida.
Ele me abraçou forte, era quase como se eu pudesse sentir-me quebrando, porém, em mesmo tempo que colavam-se cada um de meus pedacinhos.
Me beijou como se eu fosse sua joia mais rara, algo que precisasse de proteção e muito cuidado.
Me senti completa, pela primeira vez sentia que o mundo já não importava. As pessoas? O que falariam ou pensariam? Nada mais importava.
Eu me sentia inteira de novo.
Minha roupa caiu de meu corpo e aos poucos consegui perceber que o que eu mais desejava e reprimia ao mesmo tempo estava acontecendo.
Ele era tão ele! Tão... perfeito. Parecia algo oculto que deveria ter descoberto havia muito tempo já.
Fiquei perguntando-me o porquê não conhecera ele antes, o porquê da necessidade de sofrer em mãos erradas por tanto tempo.
Naquele momento eu sabia que ele era tudo o que eu tinha.
Naquele momento eu soube, não poderia perdê-lo jamais. 
Para sempre seria parte de mim, meu tudo, e eu o amaria até o dia em que morresse. Seria algo que talvez nem fosse capaz de morrer comigo. Nosso amor seria eterno. Assim como nossas almas.
Pedi a ele que trancasse a janela. Ele trancou-a.
Subiu na cama ao meu encontro e me abraçou por trás, deitou-me e percorreu meu corpo com seus calmos e quentes beijos.
Tudo aconteceu tão rápido...
Mas levei cada detalhe comigo. Seu sorriso, seu jeito, sua voz. Ele era tão perfeito! E não digo nos padrões da sociedade, não. Ele era perfeito para mim.
Aquele momento... O nosso momento... Juro, foi o melhor momento da minha vida.
Ele me tocava tão calmamente... Eu me sentia segura, amada.
Ele me fez flor, fez-me florescer. E eu? Eu me rendi e mergulhei de corpo e alma nesse amor.
Ao chegar em casa, eu sabia que algo havia sido tirado de mim, mas eu estava completa.
Eu sabia que sim, eu podia senti-lo comigo. Seu cheiro ainda estava em mim. Ainda podia sentir suas mãos acariciando meu cabelo.
Eu só tinha um medo... Perdê-lo de alguma forma.
O que todos pensariam? Não importava mais. Na verdade, nada mais importava se ele estivesse comigo.
Deitei-me e revivi milhões de vezes cada detalhe, cada olhar, toque ou beijo. 
Não pude dormir tão cedo naquela noite, nem ao menos tenho certeza de realmente ter adormecido.
Era estranho. Estranhamente reconfortante o quão completa e amada me sentia. Mas perturbadoramente assustador o medo de perdê-lo que me atormentava depois de tudo.
Eu já sabia que o amava, no entanto, naquele dia tive certeza de que meus sentimentos não poderiam ser mais verdadeiros.
Confesso, tive medo de dormir e acordar sem ele ao meu lado, porém, eu sabia que ele jamais desistiria de mim, por mais complicada que eu pudesse ser.
Era a verdadeira concepção de amor se comprovando aos meus olhos. Que ironia, né? Justo eu que tinha desistido desse tal sentimento.
O amor me abordou em uma noite quente de abril, bateu à minha porta e quis testar-me. Adivinha só, pediu ao meu anjinho da guarda que me recompensasse de verdade, e então, meu príncipe encantado aterrissou  de "Red Bul" em minha vida quando eu mais precisava e fez-me reacreditar no impossível, provando-me que ele é só uma questão de opinião.


Tamiris Kichler

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Sobre um Pequeno Coração de Gelo...





Sobre um 
Pequeno Coração de Gelo...

Não é por nada não, só que ainda não encontrei explicações que me satisfizessem sobre como conseguiu.
Sabe, eu passei anos construindo minhas barreiras "anti-garotos", foram meses de desilusões e aperfeiçoamento em cada pedacinho delas conforme se erguiam dentro e fora de mim.
Comecei a permiti-las sem querer, mas em determinado momento as desejei para sempre e as ajudei a se erguerem... eram tão íngremes, fortes, e a cada garoto que surgia eu as fazia maiores e mais bravas para não ter de ver-me suportando dores que com eles traziam.
Eu as criei e reforcei a cada dia, a cada novo raio de sol eu as levantava, em torno de mim, do meu mundo, do meu coração.
Não poderia suportar outra dor da perda, da desilusão ou da traição. 
Eu as declarei parte fundamental de mim.
 E sabe? elas funcionavam bem. 
Bom... ao menos até você chegar.
Eu aprendi a conviver com elas, aprendi a dizer não a cada um dos caras que me apareciam, tranquei conversas, quebrei amizades, desfiz contatos, parei de dar trela e passei a fazer uso de "nãos" mais frequentemente. Já era rotina. Mas aí vem você, com esse olhar e sorriso, e eu não sei de quem é a culpa.
Sua por ter esse sorriso?
Ou minha por me apaixonar por ele?
Talvez de minhas barreiras que não eram fortes o suficiente para suportar seu charme e cavalheirismo?
Ou quem sabe do destino, né?
Como pôde me ganhar tão fácil?
Chegou com esse seu jeitinho de quem não queria nada e conseguiu me convencer a ficar, você ficou.
Por quê? Por que quis ficar?
Deveria ter fugido, sabe, como todos os outros. Mas não, você preferiu insistir mesmo após dar de cara com cada uma das minhas barreiras, mesmo depois de me ver chorar, mesmo eu sendo chata, teimosa, implicante e ciumenta. 
Você ficou.
Talvez tenha sido isso que me rendeu e conquistou.
Me viu desarrumada, de cabelo bagunçado, molhado e cheio de nós e decidiu ficar para me ajudar a arrumá-los e depois acariciá-los.
Decidiu ficar mesmo com minhas birras e minha "pouca" braveza com coisas bobas.
Quis ser bobo comigo, rir dos meus tombos e me ajudar a levantar, quis estar ao meu lado a cada vez que confundo direita com esquerda ou me perco na praça da cidade.
Você quis estar ali. Aqui. Quis ficar pra mim e isso me ganha até hoje.
Você me quis, em meio a tantos amores quis o nosso, em meio a tantos abraços e sorrisos o meu, em meio a tantas loucuras as minhas e suas. Ou melhor, as nossas.
Nossas birras, nossas bagunças, nossos tombos. 
Nós!
Foi isso, você nos quis.
Viu que por trás da minha marra havia um coraçãozinho adorável, que por trás daquelas tantas barreiras havia um coraçãozinho quebrado e uma garota com medo de reconstruí-lo.
Viu tudo isso e resolveu dar um jeito, o seu jeito, sem jeito talvez, mas que tudo ajeitou.
Confesso que quando chegou de nariz empinado dizendo que sabia que seríamos nós, eu ri e pensei comigo que não sabias onde estava se enfiando, mas você sabia, você sempre soube e hoje eu também sei.
Sei que te preciso e que para sempre amar-te-ei!


Tamiris Kichler


domingo, 14 de maio de 2017

Foi Amor! Seja Qual For!





Foi Amor!
Seja Qual For!


Eu escrevo sobre sentimentos.
Falo de amor.
Conto sobre fatos e devaneios.
Sonho as coisas mais loucas e vivo minha realidade bizarra.
Escrevo sobre sentimentos, sejam vividos ou sonhados, inventados ou imaginados, pois em meu coração e olhar não há barreira que separe o real do imaginário ou os sonhos dos mais terríveis pesadelos.
Dentro de mim levo a dor da desilusão e o doce sabor de uma paixão.
Talvez seja confusa, não perfeita.
Afinal, quem disse que queria ser?
Eu falo do vivido e do desejado.
Escrevo desde o primeiro olhar até a dor da perda.
Do primeiro toque até o ponto em que a distância das almas já não nos permite sentir-nos.
Do primeiro beijo até onde os lábios e olhares se desencontram e tudo perde o sentido.
Da energia que percorre-nos quando vemos a pessoa amada e da evasão de sentimentos que em um destino não tão distante se dá a cada vez que passamos por ela.
Escrevo desde as borboletas no estômago e o tentar agir naturalmente para não parecermos tolos completos e chamar a  atenção da pessoa amada (apesar de que perto de quem amamos sempre agimos como tolos e o que mais queremos discretamente é chamar a atenção da mesma) até o momento em que o vento trás-nos o adeus.
Eu falo de amor.
Amor vivido, Amor sonhado, Amor recíproco, Amor desejado, Amor verdadeiro, Amor passageiro, Amor interesseiro, Amor cafajeste, Amor de luar, Amor de uma vida, Amor sem saída.
Eu falo de amor, seja qual for.
No final, é real.
No final, é amor, foi amor.
Não entendo como ou porquê da necessidade que sinto de falar tanto de amores, suas dores ou cores, de sempre bater nesta tecla...
"Como estou escrevendo na mesma hora em que sou lido?"
Conhece aquela frase: "Sou poeta e não aprendi a amar"? Bem, creio que ela se encaixa perfeitamente em mim.
"Fazer o que, se para falar de amor basta estar vivo?"


Tamiris Kichler


domingo, 30 de abril de 2017

Não sou perfeita! Nem disse que seria!






Não sou perfeita!
Nem disse que seria!

Afinal perfeição é apenas mais um daqueles meros e pacatos clichês idiotas da humanidade. 
Buscar a perfeição, ser perfeito, ralar na academia apenas para obter a perfeição física e estar dentro dos padrões de beleza da sociedade, perder noites de sono pensando no que exatamente foi que errou no quesito perfeição sentimental.
Perfeição, ser perfeito em tudo. 
Credo!
Pra quê? 
Tudo tem fim, a vida é trem bala, de que adianta perfeição se daqui nada se leva?
Se a vida mesmo se acaba?
De nada, de nada adianta passar toda uma vida tentando atingir a perfeição mais perfeita simplesmente para esquecer de sua própria felicidade, para junto com ela atingir um ego tão grande que levar-te-á a pisar em todos aqueles que não idolatram a perfeição, que preferem viver seus dias em busca de felicidade ao invés de ego. 
Não somos perfeitos e não necessitamos ser, é sério!
Não digo para não procurarmos melhorar a cada dia, devemos sim, mas querer ser perfeitos em tudo e não aceitar nem mesmo as próprias falhas já é doença, acredite em mim.
Pra que perfeição?
Perfeitos não choram quando o mundo desaba, não riem de seus próprios tombos, não se alegram com as conquistas do próximo, não sabem o verdadeiro significado do amor e o mais importante: perfeitos não existem.
Perfeitos, ou melhor, pessoas que se dizem perfeitas são as mais imperfeitas que você poderá conhecer, pois perfeição é um ato falho, uma pequena mostra de veneno raro que muitos creem ser o antídoto para suas dores.
Mas confia em mim, não lava-os a nada.
Na verdade, só mostra o quão imperfeitos são.
Perfeição não é tudo nem nunca será, somos todos imperfeitos, falhos, porém sim, não vejo erro em procurar melhorar a cada dia, no entanto não precisamos ser perfeitos.
Perfeitos são pacatos, não existem, e acredite, quanto mais perfeito acha que és, mais imperfeito acaba por tornar-se.
Eu sou imperfeição, sou feita de falhas, erros e acertos, sou um enigma a ser desvendado por mim mesma, sou um quebra-cabeça do qual eu mesma só terei acesso a todas as peças que faltam-me para sentir-me completa quando aceitar talvez o quão imperfeita sou, e eu sei, sei que são essas mesmas imperfeições das quais tanto queremos nos livrar  que nos fazem únicos e especiais.
Perfeitos não existem, os erros sempre estarão aqui, e bom, talvez seja essa mesmo a graça de viver, errar e aprender com nossos erros, tentar moldar nossas imperfeições em atos perfeitos.
Eu não sou perfeita, e bom... nem disse que seria!


Tamiris Kichler

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Seria Muito Errôneo Desejar Uma Longa Amnésia de Lembranças Suas? Nossas?






Seria Muito Errôneo Desejar 
Uma Longa Amnésia de Lembranças Suas?
Nossas?

Hoje me peguei pensando em você e resolvi em cartas desabafar tudo o que não posso dizer.
Sabe, querendo ou não ainda sinto sua falta, sinto falta de nós, de tudo o que podíamos ter sido e não fomos, de tudo aquilo que sonhei pra gente.
Tem momentos que me pego pensando no casamento que jamais teremos, em nossos filhos, cabelos negros como os meus e olhos de um azul tão profundo quanto o oceano, como os seus, aqueles pelos quais me apaixonei, nos quais encontrei-me perdida por tantas vezes, me pego sonhando com nossa casinha, com vista pro mar, lembra? 
Penso que poderíamos ter sido mais, muito mais, podíamos ter ido além, podíamos, mas é sobre nós, então nem sei porque mesmo foi que nutri tantas esperanças.
Talvez se não fosse nós teria dado certo, mas não deu, não foi, então prefiro crer que não era pra ser, não eu e você, não nós, não agora.
Tem horas que tudo o que quero é te esquecer, arrancá-lo de vez de meu peito e colocá-lo para fora de meu coração, então fecho os olhos e por entre soluços desejo enterrá-lo de vez, penso que talvez tivesse sido melhor apagar seu número da minha agenda de contatos para não correr o risco de ligar, sabe?
Eu simplesmente desejo com todas as minhas forças expulsá-lo de mim, de coração quebrado desejo esquecer o quão profundo é seu olhar, de corpo e alma desejo esquecer do arrepio que seguia cada toque, do doce gosto de menta que ficava em meus lábios a cada beijo, queria esquecer apenas, esquecer seu jeito birrento e teimoso, seu jeito carinhoso de me abraçar, seu orgulho de nunca dar o braço a torcer.
Fecho os olhos e apenas desejo esquecer de tudo, ter uma amnésia de lembranças suas, esquecer tudo o que me faz lembrar você, o que me faz lembrar a gente, o que vivemos, mas não posso, não consigo, é inevitável.
As lembranças vem como avalanches e em poucos segundos encontro-me soterrada.
E nem falo das lágrimas.
Elas vem como leve garoa e logo tornam-se grandes tempestades, as quais acabam por afogar-me por entre a brisa cortante da noite imensa, negra e deserta, e eu não sei nadar, lembra? 
Você não chegou a me ensinar como havia prometido.
Acabamos antes, antes que pudesse me dar conta, antes que pudesse impedir, antes que pudesse ao menos cogitar lembrar-se desta tão mera promessa boba.
Talvez tenha sido por saber que já fazias parte de mim que para não machucar-me ao arrancá-lo de meu peito enterrei-o ali mesmo, em meu coração, decidi deixá-lo ali quietinho, esquecido,  enterrado.
De verdade, achei que funcionaria, que assim não seria capaz de me machucar mais, e eu mesma não precisaria machucar-me ao arrancá-lo dali e colocá-lo para fora.
O problema é que agora percebo que realmente teria sido melhor tê-lo feito, foi burrice minha, mancada, pois na verdade ainda está ali, ainda faz parte de mim, ainda tem lugar em meu coração, é pedaço meu, ainda sabe meus pontos fracos e às vezes ressurge em forma de lembranças e deixa-me às avessas.
Exatamente como agora.


Tamiris Kichler

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Apenas Fique!






Apenas Fique!

Então moço, para falar a verdade não sei exatamente como iniciar esta carta, pois afinal não sei se isto está certo, se devo continuar a transcrevê-la de meu coração para tão meras páginas e dirigi-la a ti, bom, na real é isto que não sei se está correto, o fato de estar dirigindo-a a ti, mas de qualquer forma espero que sim, que eu não esteja a enganar-me novamente, ainda mais quando tratando-se de vezes consecutivas, eu realmente não me perdoaria.
A sim, perdão!
Deixe-me explicar.
O fato é que sempre escrevi cartas, porém, dirigia-as a apenas uma pessoa, uma paixão que hoje percebo o quão platônica foi, meu "primeiro amor", sim isso mesmo, paixão platônica que tornou-se meu "primeiro amor" por assim dizer.
Durante cerca de um ano e quatro meses estas cartas pertenceram a ele, única e exclusivamente, era minha maneira de contar tudo o que sentia e não possuía a coragem e ousadia de dizer face a face, olho no olho, sabe?
Afinal escrever sempre foi minha melhor forma de expressão, minha maneira de colocar para fora tudo o que sinto, do coração ao papel.
Mas hoje, bom, decidi reverter esta situação, gostaria que a partir de agora estas que por tanto tempo pertenceram a ele pertençam a você.
Peço perdão se isto assustar-te-á, não quero nem desejo precipitar os acontecimentos, é só que você tem me feito bem, muito bem na verdade, acredite, como ninguém, me faz sentir viva, sentir que posso ser eu mesma quando ao teu lado.
Não é que eu te ame, não, não é isso, nem posso dizer isso ainda pois afinal não conhecemo-nos pessoalmente, mas você chegou assim tão do nada, com um simples "Oii" e menos de três dias depois já havia feito-me reacreditar no amor, na beleza dele, fez-me reacender sonhos que há pouco tinham se perdido dentro de mim.
Escrevo esta carta hoje por não possuir a coragem que gostaria para chegar e falar tudo isso a ti, sei que pareceria bizarro.
Não sei dizer se estou gostando de você, não sei dizer o que está acontecendo aqui dentro, só sei que a cada vez que me chama meu coração bate tão aceleradamente que parece querer saltar de meu corpo para correr a teu encontro, que a cada mensagem trocada me pego sorrindo feito boba, que a cada dia que se passa pego-me mais a contar os segundos para falar contigo e a imaginar como será o dia em finalmente conheceremo-nos pessoalmente.
O que sentirei?
Como meu coração reagirá?
São tantas perguntas...
Desculpa moço!
Juro que não quero me apaixonar, juro não querer outro amor ou simples paixão, mas caso aconteça, caso me apaixone de verdade, sabe?
Você estará disposto a cuidar de mim?
A aceitar todas as minhas birras, chatices e orgulho?
Me amarás de verdade?
Serás capaz disso ou serás apenas outro daqueles caras idiotas que farão-me ver meu próprio coração sendo arrancado de mim e estilhaçado no chão sem ao menos dar-me a chance de salvá-lo?
Peço-te apenas uma coisa:
Por favor, caso pretenda entrar em minha vida, que seja para ficar, que não me abandone ao desvendar cada um de meus defeitos.
Que seja para proteger-me e cuidar do restinho de coração machucado que ainda tenho.


Para Alguém que Mesmo a Quilômetros de Distância Soube Ganhar Lugar Especial em Meu Coração!


Tamiris Kichler



domingo, 12 de fevereiro de 2017

Um mar de confusões chamado VIDA!





Um mar de confusões chamado
 VIDA!

Ei, você!
Sim, você mesmo, presta um pouquinho de atenção aqui em mim!
Olha, eu sei que não está fácil, que nunca foi.
Sei que por vezes você para e pensa em chutar o balde, em desistir, jogar tudo pro alto e fugir, fugir daqui, de tudo, fugir de si, da vida, do amor, do mundo.
Sei que demonstra ser forte a todo instante o tempo todo, apenas pelo prazer de ver os outros sorrindo e ter a falsa esperança de que tudo está bem, mas não está e você não precisa se culpar por isso.
Sei que ao cair da noite choras, e por entre os travesseiros abafa os soluços para que ninguém perceba o quão seu universo anda pesado, porque crê ser melhor não ter de explicar tudo a alguém.
E quer saber?
Você é forte sim, tem sido, ao menos perante todos que o cercam, mas não há nada de errado em chorar, não há pecado algum em desejar dividir sua dor, não, não há, acredite em mim.
Somos humanos, cometemos erros e a maior lição da vida, acredite ou não é essa:
Errar, errar e aprender com nossos erros.
Eu também já engoli o choro que por vezes me assolava e forcei-me a reluzir o mais belo sorriso pelos outros, mesmo que falso, mas também já chorei, já houveram momentos nos quais não pude conter as lágrimas, e acredite isso não é um sinal de fraqueza.
Eu também já tentei ser forte quando na verdade era fraca, já escrevi cartas para quem hoje nem olha mais em meus olhos, já aceitei e já recusei, já sorri e chorei por quem não merecia, já lutei por aquilo que não devia, já insisti no que não valia a pena, já fui pisada, já tive por vezes meu coração quebrado pelas pessoas que mais amava, e minha única opção foi levantar juntar os caquinhos e recomeçar, pois afinal essa é a vida.
A vida é mais que nossas fraquezas, vai além de nossos erros e acertos, ela é linda, uma viagem inusitada, porém, para quem sabe viver, para aqueles que dispõem-se a aprender com ela e escutar o que ela tem a dizer.
A vida é para os corajosos, para aqueles que possuem a coragem e a ousadia de viver sem medo de cair.
A vida é assim, para ter sucesso é preciso saber apreciar a paisagem em um todo, é preciso saber render-se a cada raio de sol ou cintilar da lua sobre as águas do mar, é preciso viver, e é para isso que eu e você estamos aqui, para viver.
Só que viver inclui riscos, inclui chorar, sorrir, se emocionar, se divertir.
Dançar conforme o ritmo que a vida toca como se não houvesse amanhã.
Viver inclui consequências, aparências, enganos, coincidências, destino, acaso, inclui não possuir para ser feliz um prazo.
Viver é amar, é se libertar, é vibrar, é conquistar, é querer partir mas preferir ficar.
Então vamos lá, já está na sua hora de viver, viver de verdade, viver com intensidade.
Vem, me dê sua mão.
Confia em mim agora?
Então apenas feche os olhos e mergulhe fundo nesta surpreendente coisa chamada vida, e viva simplesmente.
Apenas viva e esqueça todo o resto, sem medo de chorar, sorrir, amar ou se ferir, pois o hoje não voltará e o amanhã poderá nunca chegar.
Então venha é a sua chance.
Se quiser, segure minha mão e juntos então mergulharemos de cabeça neste belo mar de confusão.


Tamiris Kichler