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Sobre mim? Uma mistura de sonhos, sentimentos, emoções e confusões! Sonhadora, 17 anos, gaúcha, e perdidamente apaixonada pelo universo literário!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Seria Muito Errôneo Desejar Uma Longa Amnésia de Lembranças Suas? Nossas?






Seria Muito Errôneo Desejar 
Uma Longa Amnésia de Lembranças Suas?
Nossas?

Hoje me peguei pensando em você e resolvi em cartas desabafar tudo o que não posso dizer.
Sabe, querendo ou não ainda sinto sua falta, sinto falta de nós, de tudo o que podíamos ter sido e não fomos, de tudo aquilo que sonhei pra gente.
Tem momentos que me pego pensando no casamento que jamais teremos, em nossos filhos, cabelos negros como os meus e olhos de um azul tão profundo quanto o oceano, como os seus, aqueles pelos quais me apaixonei, nos quais encontrei-me perdida por tantas vezes, me pego sonhando com nossa casinha, com vista pro mar, lembra? 
Penso que poderíamos ter sido mais, muito mais, podíamos ter ido além, podíamos, mas é sobre nós, então nem sei porque mesmo foi que nutri tantas esperanças.
Talvez se não fosse nós teria dado certo, mas não deu, não foi, então prefiro crer que não era pra ser, não eu e você, não nós, não agora.
Tem horas que tudo o que quero é te esquecer, arrancá-lo de vez de meu peito e colocá-lo para fora de meu coração, então fecho os olhos e por entre soluços desejo enterrá-lo de vez, penso que talvez tivesse sido melhor apagar seu número da minha agenda de contatos para não correr o risco de ligar, sabe?
Eu simplesmente desejo com todas as minhas forças expulsá-lo de mim, de coração quebrado desejo esquecer o quão profundo é seu olhar, de corpo e alma desejo esquecer do arrepio que seguia cada toque, do doce gosto de menta que ficava em meus lábios a cada beijo, queria esquecer apenas, esquecer seu jeito birrento e teimoso, seu jeito carinhoso de me abraçar, seu orgulho de nunca dar o braço a torcer.
Fecho os olhos e apenas desejo esquecer de tudo, ter uma amnésia de lembranças suas, esquecer tudo o que me faz lembrar você, o que me faz lembrar a gente, o que vivemos, mas não posso, não consigo, é inevitável.
As lembranças vem como avalanches e em poucos segundos encontro-me soterrada.
E nem falo das lágrimas.
Elas vem como leve garoa e logo tornam-se grandes tempestades, as quais acabam por afogar-me por entre a brisa cortante da noite imensa, negra e deserta, e eu não sei nadar, lembra? 
Você não chegou a me ensinar como havia prometido.
Acabamos antes, antes que pudesse me dar conta, antes que pudesse impedir, antes que pudesse ao menos cogitar lembrar-se desta tão mera promessa boba.
Talvez tenha sido por saber que já fazias parte de mim que para não machucar-me ao arrancá-lo de meu peito enterrei-o ali mesmo, em meu coração, decidi deixá-lo ali quietinho, esquecido,  enterrado.
De verdade, achei que funcionaria, que assim não seria capaz de me machucar mais, e eu mesma não precisaria machucar-me ao arrancá-lo dali e colocá-lo para fora.
O problema é que agora percebo que realmente teria sido melhor tê-lo feito, foi burrice minha, mancada, pois na verdade ainda está ali, ainda faz parte de mim, ainda tem lugar em meu coração, é pedaço meu, ainda sabe meus pontos fracos e às vezes ressurge em forma de lembranças e deixa-me às avessas.
Exatamente como agora.


Tamiris Kichler

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Apenas Fique!






Apenas Fique!

Então moço, para falar a verdade não sei exatamente como iniciar esta carta, pois afinal não sei se isto está certo, se devo continuar a transcrevê-la de meu coração para tão meras páginas e dirigi-la a ti, bom, na real é isto que não sei se está correto, o fato de estar dirigindo-a a ti, mas de qualquer forma espero que sim, que eu não esteja a enganar-me novamente, ainda mais quando tratando-se de vezes consecutivas, eu realmente não me perdoaria.
A sim, perdão!
Deixe-me explicar.
O fato é que sempre escrevi cartas, porém, dirigia-as a apenas uma pessoa, uma paixão que hoje percebo o quão platônica foi, meu "primeiro amor", sim isso mesmo, paixão platônica que tornou-se meu "primeiro amor" por assim dizer.
Durante cerca de um ano e quatro meses estas cartas pertenceram a ele, única e exclusivamente, era minha maneira de contar tudo o que sentia e não possuía a coragem e ousadia de dizer face a face, olho no olho, sabe?
Afinal escrever sempre foi minha melhor forma de expressão, minha maneira de colocar para fora tudo o que sinto, do coração ao papel.
Mas hoje, bom, decidi reverter esta situação, gostaria que a partir de agora estas que por tanto tempo pertenceram a ele pertençam a você.
Peço perdão se isto assustar-te-á, não quero nem desejo precipitar os acontecimentos, é só que você tem me feito bem, muito bem na verdade, acredite, como ninguém, me faz sentir viva, sentir que posso ser eu mesma quando ao teu lado.
Não é que eu te ame, não, não é isso, nem posso dizer isso ainda pois afinal não conhecemo-nos pessoalmente, mas você chegou assim tão do nada, com um simples "Oii" e menos de três dias depois já havia feito-me reacreditar no amor, na beleza dele, fez-me reacender sonhos que há pouco tinham se perdido dentro de mim.
Escrevo esta carta hoje por não possuir a coragem que gostaria para chegar e falar tudo isso a ti, sei que pareceria bizarro.
Não sei dizer se estou gostando de você, não sei dizer o que está acontecendo aqui dentro, só sei que a cada vez que me chama meu coração bate tão aceleradamente que parece querer saltar de meu corpo para correr a teu encontro, que a cada mensagem trocada me pego sorrindo feito boba, que a cada dia que se passa pego-me mais a contar os segundos para falar contigo e a imaginar como será o dia em finalmente conheceremo-nos pessoalmente.
O que sentirei?
Como meu coração reagirá?
São tantas perguntas...
Desculpa moço!
Juro que não quero me apaixonar, juro não querer outro amor ou simples paixão, mas caso aconteça, caso me apaixone de verdade, sabe?
Você estará disposto a cuidar de mim?
A aceitar todas as minhas birras, chatices e orgulho?
Me amarás de verdade?
Serás capaz disso ou serás apenas outro daqueles caras idiotas que farão-me ver meu próprio coração sendo arrancado de mim e estilhaçado no chão sem ao menos dar-me a chance de salvá-lo?
Peço-te apenas uma coisa:
Por favor, caso pretenda entrar em minha vida, que seja para ficar, que não me abandone ao desvendar cada um de meus defeitos.
Que seja para proteger-me e cuidar do restinho de coração machucado que ainda tenho.


Para Alguém que Mesmo a Quilômetros de Distância Soube Ganhar Lugar Especial em Meu Coração!


Tamiris Kichler



domingo, 12 de fevereiro de 2017

Um mar de confusões chamado VIDA!





Um mar de confusões chamado
 VIDA!

Ei, você!
Sim, você mesmo, presta um pouquinho de atenção aqui em mim!
Olha, eu sei que não está fácil, que nunca foi.
Sei que por vezes você para e pensa em chutar o balde, em desistir, jogar tudo pro alto e fugir, fugir daqui, de tudo, fugir de si, da vida, do amor, do mundo.
Sei que demonstra ser forte a todo instante o tempo todo, apenas pelo prazer de ver os outros sorrindo e ter a falsa esperança de que tudo está bem, mas não está e você não precisa se culpar por isso.
Sei que ao cair da noite choras, e por entre os travesseiros abafa os soluços para que ninguém perceba o quão seu universo anda pesado, porque crê ser melhor não ter de explicar tudo a alguém.
E quer saber?
Você é forte sim, tem sido, ao menos perante todos que o cercam, mas não há nada de errado em chorar, não há pecado algum em desejar dividir sua dor, não, não há, acredite em mim.
Somos humanos, cometemos erros e a maior lição da vida, acredite ou não é essa:
Errar, errar e aprender com nossos erros.
Eu também já engoli o choro que por vezes me assolava e forcei-me a reluzir o mais belo sorriso pelos outros, mesmo que falso, mas também já chorei, já houveram momentos nos quais não pude conter as lágrimas, e acredite isso não é um sinal de fraqueza.
Eu também já tentei ser forte quando na verdade era fraca, já escrevi cartas para quem hoje nem olha mais em meus olhos, já aceitei e já recusei, já sorri e chorei por quem não merecia, já lutei por aquilo que não devia, já insisti no que não valia a pena, já fui pisada, já tive por vezes meu coração quebrado pelas pessoas que mais amava, e minha única opção foi levantar juntar os caquinhos e recomeçar, pois afinal essa é a vida.
A vida é mais que nossas fraquezas, vai além de nossos erros e acertos, ela é linda, uma viagem inusitada, porém, para quem sabe viver, para aqueles que dispõem-se a aprender com ela e escutar o que ela tem a dizer.
A vida é para os corajosos, para aqueles que possuem a coragem e a ousadia de viver sem medo de cair.
A vida é assim, para ter sucesso é preciso saber apreciar a paisagem em um todo, é preciso saber render-se a cada raio de sol ou cintilar da lua sobre as águas do mar, é preciso viver, e é para isso que eu e você estamos aqui, para viver.
Só que viver inclui riscos, inclui chorar, sorrir, se emocionar, se divertir.
Dançar conforme o ritmo que a vida toca como se não houvesse amanhã.
Viver inclui consequências, aparências, enganos, coincidências, destino, acaso, inclui não possuir para ser feliz um prazo.
Viver é amar, é se libertar, é vibrar, é conquistar, é querer partir mas preferir ficar.
Então vamos lá, já está na sua hora de viver, viver de verdade, viver com intensidade.
Vem, me dê sua mão.
Confia em mim agora?
Então apenas feche os olhos e mergulhe fundo nesta surpreendente coisa chamada vida, e viva simplesmente.
Apenas viva e esqueça todo o resto, sem medo de chorar, sorrir, amar ou se ferir, pois o hoje não voltará e o amanhã poderá nunca chegar.
Então venha é a sua chance.
Se quiser, segure minha mão e juntos então mergulharemos de cabeça neste belo mar de confusão.


Tamiris Kichler